quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 2 parte 1

  Amigos e Inimigos

O parque da cidade encontrava-se no meio dela, perto da escola secundária na qual todos os alunos eram obrigados a andar. O parque não era muito grande, mas as pessoas da cidade travam dele como se fosse o seu próprio jardim, limpando-o quase todas as semanas, sem deixar nenhum lixo em qualquer parte. Mesmo presidente da câmara não podia fazer nada contra tantos amantes da natureza. As vezes, as pessoas deitavam-se na relva, sem ter medo de pisar alguma porcaria. O parque estava ligado a uma floresta, que toda a gente evitava. Nunca ninguém la entrava, e quem por algum motivo lá fosse, corria que nem um loco para sair dali, sem nunca olhar para traz. Havia rumores que na floresta viviam cinco demónios, que comiam quem quer que lá entrasse. É claro que era só um estúpido rumor e não havia nenhuns demónios na floresta... talvez.
 - Porque é que ela chega sempre atrasada? - bufou alguém, do interior da floresta. 
 Não havia ninguém a vista, só alguns bichos que se moviam de um lado para o outro a tentar arranjar comida. 
 - Para de bufar, Dark! É chato e irritante. - contradisse o homem uma voz de mulher adulta. 
 - Pois. Parem os dois. Ela prometeu.
 De repente, duas crianças saltaram de uma árvore assustando as aves que estavam muito daquele lugar. Seriam umas crianças normais, se não fossem as roupas que estavam a utilizar e o facto de serem completamente diferentes de crianças normais. Os dois rapazes eram gémeos, completamente idênticos. Não se conseguiam destingir um do outro. Tinham um cabelo loiro claro, tão claro que parecia branco, com pequenas madeixas azuis claras. Os olhos eram azuis claros, muito claros, mas, ao pé da íris, a cor era de um azul escuro profundo, fazendo com que os seus olhos sejam arrepiadores. As roupas que usavam também eras esquisitas. Os dois vestiam umas túnicas brancas, com longas mangas que lhes escondiam as mãos, e que chegavam -lhes aos pés. 
 - Sim mas ela chega sempre atrasada... - retorquiu uma voz feminina, mas desta vez mais criança.
 - Calem-se..- exclamou de repente Saya, chegando a floresta a correr, cansada. - Cheguei a tempo não?
 Os dois gémeos atiraram-se a Saya como se ela fosse um íman, os dois ao mesmo tempo, abraçando-a com força. 
 - Saya! Nós sabíamos que tu virias! - exclamou um deles, sorrindo muito, radiante.
- Mas é claro palermas.. - brincou com eles Saya, rindo também - Não foi o que eu vós prometi? - interrogou-os meio a brincar.
 - Afastem-se dela. Ela é minha.
 Sem qualquer aviso, uma rapariguinha com aspeto de 10 anos saltou da árvore, aterrando mesmo a frente da Saya e dos rapazes. Tinha cabelo encaracolado loiro escuro, com duas madeixas azuis no lado direito, mesmo ao pé da orelha, que estava apanhado em dois totós  e usava uns brincos brancos com forma de caveira. Os olhos eram claros, muito parecidos com amarelos, mas um pouco mais escuros. Usa um vestido de lolita branco e cor de rosa, com folhos e curto. Tinha tantos acessórios, desde pulseiras até colares que era impossível conta-los a todos. As cores predominantes eram o branco e cor de rosa, mas ela tinha algumas pulseiras pretas e cinzentas. Na mão esquerda, ela usava uma luva que lhe chegava quase até ao obro. Era uma luva branca, muito, muito branca. A menina estava sorrir para a Saya, afastando os gémeos bruscamente, para abraça-la.
 - Saya! - gritou-lhe mesmo ao ouvido - Tive saudades tuas...
 - Vá lá.. foram só uns dias... - suspirou Saya, olhando para os gémeos que já estavam a planear uma forma de se vingar e afastar a rapariga de perto da Saya - Rose, porta-te bem.
 Habilmente, ela libertou-se do abraço da rapariga chamada Rose, afastando-se dela e dos gémeos, indo sentar-se por baixo da árvore de onde Rose tinha saltado para baixo antes, fechando os olhos, a recuperar o fôlego e a acalmar o coração. Os gémeos aproveitaram a oportunidade para sentarem-se ao seu lado, pousando a cabeça em cima dos ombros da Saya. Rose aproximou-se deles e, sentando-se a frente da Saya, deitou-se em cima dos seus joelhos. 
  Sem fazer qualquer barulho, um rapaz com aspeto de 16-17 anos e uma mulher um pouco mais velha desceram de uma árvores próximas do local onde o resto se encontrava, olhando para o que se passava. O rapaz era alto, bem formado, com o cabelo castanho escuro revolto. Tal como os gémeos, tinha varias madeixas azuis claras no cabelo, e um piercing pequeno na orelha esquerda em forma de caveira, tal como a Rose. Vestia uma roupas pretas justas, que revelavam o seu corpo musculado. Usava uma camisola sem mangas, calças longas e uma caso longo por cima, que chegava até aos pés. Ao seu lado, a mulher, que provavelmente tinha por ai uns vinte e tal anos, olhava a para a cena com uma expressão critica. A estranha mulher tinha um corpo que qualquer mulher desejaria. Com a silhueta bem definida e as curvas visíveis, ela usava um pequeno top, que deixava quase tudo a vista, branco e uma saia, também branca. Usava uma luva branca no braço esquerdo, que, tal como a da Rose, chegava-lhe quase ao ombro. Os seus olhos era escuros, um verde escuro muito profundo, e o cabelo ruivo tinha três madeixas azuis escuras, uma de cada lado. Ainda por cima, a mulher era bronzeada, tendo um tom dourado muito bonito.
 - Mas que fofinhos... - disse a mulher com sarcasmo, olhando para a Saya.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 1 parte 2

 O pequeno almoço da Saya foi simples. Em menos de 5 minutos, ela preparou um chá para si e duas torradas. Não era muito original, mas ela não tinha tempo para muita coisa. Sem perder nem mais um segundo, Saya entrou na sala de estar, sentando-se no sofá e ligando a televisão com a mão esquerda, visto que a mão direita estava ocupada com a caneca de chá, enquanto as duas torradas estavam na boca.Todos os dias, sem exceção, Saya via várias series televisivas, como Mentalista ou CSI. Era as suas preferidas e nunca, nem que tivesse que faltar a escola, deixava passar um episódio sem o ver. Isso até irritava os seus pais mas ela não se importava. Não era importante o que eles pensavam. Saya sonhava em formar-se em criminologia.
 Enquanto a TV ligava-se, Saya comeu rapidamente as torradas, bebendo o chá também, quase até sem respirar, para quando começa-se, ela não tivesse a boca cheia de comida. A televisão situava-se no fundo da sala, no meio, com duas colunas de som ao lado. Era engraçado como as duas ficavam bem ao pé da TV. A sala tinha uma cor castanha clara, quase um amarelo torrado, mas um pouco mais escuro, e o chão, que era de madeira, tinha uma cor escura, um castanho carregado, para contradizer com a parede. A sala tinha imensos tons castanhos, desde os dois sofás, um que se encontrava no meio da sala, perto da TV. A única coisa que separava a TV e o sofá era uma mas pequenina que estava no meio. Era só usada como decoração. No lado esquerdo, mesmo ao pé da parede, estava o segundo sofá, um pouco mais pequeno que o primeiro, e do lado direito, estava uma mesa de jantar grande, que só era utilizada em caso de visitas importantes.
 No início, Saya só queria ver CSI, mas logo a seguir apareceram outras series que ela adorava, por isso, os seus planos de ir fazer o almoço mais cedo e sair foram interrompidos. Já eram quase duas horas quando ela por fim desligou a TV, um pouco irritada consigo mesma. Tinha prometido que não ia ficar a ver TV até muito tarde, mas agora, lá se ia a sua promessa.
 Levantando-se rapidamente, Saya quase voou até a cozinha. Tinha feito planos com os seus amigos para encontrarem-se as duas horas em ponto e eles detestavam quando ela se atrasava, por isso, sem tempo para cozinhar alguma coisa nova, Saya agarrou em alguns ovos e nas massas que tinha cozido na noite anterior, fazendo uma omelete rápida, que comeu enquanto bebia água, a pressa. Sem perder tempo, ela correu para o seu quarto, ainda com o copo de água na mão, que acabou de beber só de um golpe, enquanto olhava para as horas. Faltavam menos de 10 minutos para as duas horas.
 Abrindo o roupeiro, já no seu quarto, Saya tirou de lá um par de calções claros e uma camisola sem alças branca, com desenhos de flores azuis nela, vestindo-se em menos de segundos, já a correr para a casa de banho. Depois de lavar os dentes, uma atividade que demorou o seu tempo, ela apanhou o cabelo preto num rabo de cavalo, logo a seguir de o pentear. Saya nunca usava maquilhagem nos dias normais e achava que os perfumes eram horríveis, pelo que saiu da casa de banho sem sequer olhar para eles. Sem parar, Saya agarrou numa pequena mala branca, onde tinha a carteira e o telemóvel para caso de necessidade, saindo logo para a rua, com as chaves de casa na mão esquerda.
  - Acho que ainda vou chegar a tempo... -declarou, um pouco indecisa e cansada, começando a correr.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 1 parte 1

 Eu inventei esta história depois de ver vários animes e mangas, por isso se por acaso parecer que tirei ideias de algo que já leu, é normal. Só escrevo isto por diversão e para partilhar as minhas ideias :) Tem de haver com Bleach, mas no futuro XD


Desde que me lembro, sempre vi coisas estranhas... Como outras pessoas não as conseguem ver, devem ser fantasmas, espíritos ou demónios... o que quer que eles são chamados.


   Os raios do sol perfuraram pela janela escurecida pelas cortinas. O sol quente aquecia tudo, desde as pequenas flores até aos insetos minúsculos que lá viviam. A luz perfurou até a minúscula escuridão, que se escondia, mas nem mesmo a luz do sol conseguia perfurar a escuridão na qual Saya se encontrava. 
 Correndo sem parar, Saya fugia dos seus pesadelos, tentando esconder-se. A escuridão cerrava a floresta e era impossível ver onde estava a saída. Os seus fantasmas iam atrás dela, sem correr nem andar, mas a flutuar sob o terreno irregular pelo qual ela corria. "Não!" gritou, quando um deles alcançou-a. Virando-se para ele, ela gritou de medo. O fantasma era assustador. Vestido com uma roupa preta comprida, escondia a cara com uma mascara horrorosa. Era branca, com duas fendas para os olhos e um sorriso arrepiante. Parecia que estava salpicada de sangue, sangue fresco. A gritar, Saya de repente acordou.
 Saya acordou de repente, abrindo os olhos para a escuridão sem-iluminada do seu quarto. Por alguns momentos, ela olhou a volta desorientada, tentando entender onde se encontrava. Não demorou muito a reconhecer o seu quarto. Era o lugar onde ela acordava todos os dias, vezes e vezes sem conta, e onde ela deitava-se todas as noites, esquecendo por momentos os seus medos até eles aparecerem em forma de pesadelos. Passando a mão pelo cabelo escuro, Saya levantou-se da cama, bocejando de vez em quando, enquanto dirigia-se para a casa de banho perto do seu quarto. Já era a segunda vez que se levantava naquela manha, por causa de pesadelos. Parecia que estes se estavam a tornar cada vez mais a mais frequentes. Apesar disso, Saya não se lembrava nem de um único dia em que não acordasse por causa dos pesadelos. No inicio, eram apenas figuras estranhas, pessoas, cores, animais... até se tornarem cada vez mais e mais elaborados. Cada dia que passava, mais fortes e assustadores eram os pesadelos.
 Anda a bocejar, Saya olhava para o seu reflexo, pelo espelho da casa de banho. Estava horrível. Tinha olheiras por baixo dos olhos e a pele estava seca. Era até um pouco assustador. Suspirando, ela examinou-se melhor, reparando que ainda tinha alguma maquilhagem do dia anterior. Era o que dava ir a aniversários de pessoas que nem conhecemos, nunca sabemos o que usar ou não. Suspirando outra vez, Saya lavou a cara muito bem, retirando todos os vestígios da maquilhagem. Essa era uma das coisas que mais detestava. Saya tinha 16 anos e vivias com os seus pais numa pequena cidade, perto de Tokyo, mesmo assim, demorava pelo menos uma hora a chegar até a capital. Os seus pais trabalhavam os dois. O pai tratava de uma clínica que foi fundada pelo avo da Saya, enquanto a mãe...  bem, nem mesmo a Saya sabia o que a sua mãe fazia. Mas os dois passavam a maior parte do tempo fora de casa. A sua mãe tinha cabelo escuro, quase preto e olhos azuis escuros. Não era muito alta, mas tinha um corpo flexível e em forma, do qual servia-se muitas vezes para apanhar a Saya quando ela fugia de casa em pequena para ir brincar com os seus amigos. O seu pai era muito alto, com musculação bem definida, que tinha um carácter um pouco mesquinho e mal educado. O cabelo dele era ruivo e rebelde e os olhos pareciam ser amarelos, de tão castanho claros eram.
 Saindo rapidamente da casa de banho, Saya desceu as escadas que levavam ao segundo piso, ainda de pijama. O seu quarto, bem como o quarto dos seus pais, um pequeno escritório e  casa de banho, encontravam-se no segundo piso.” É um pouco irritante ter de subir escadas depois de um dia de trabalho longo e doloroso”, dizia as vezes o seu pai.
 Descendo devagar, Saya deparou-se com uma casa sem ninguém, com as cortinas fechadas e a loiça por lavar. “Oh... esqueci-me...” pensou. Todos os anos, sem exceção, os seus pais iam algures durante vários dias, na semana do seu aniversario. No inicio, ela ficava muito triste por fiar sozinha, sem ninguém, nos seus anos mas depois, com o passar dos anos, ela habituou-se a isso. Nunca perguntou-lhes onde iam, visto que já sabia que não lhe iriam responder. A maior parte das vezes, voltavam tristes e desanimados. Era irritante vê-los assim. Se Saya pudesse, dava cabo daqueles que lhes causava tanta dor. A suspirar, Saya dirigiu-se à cozinha, para preparar o seu pequeno almoço, sem reparar no papel que estava em cima da mesa na sala de estar.