domingo, 27 de novembro de 2011

Sakura no Chi Chapter 4

Decisões

- Saya! - gritaram todos ao mesmo tempo, correndo para o abismo pelo qual esta desapareceu, sem mais nem menos.
Os gémeos foram os primeiros a chegar e, na tentativa de segui-la, saltaram mas foram rapidamente agarrados pelo Dark, que os segurou os dois, impedindo-os de o fazerem. Isso seria uma enorme estupidez.
- Rose, examina-o. - ordenou Dark, apontando para o buraco escuro, enquanto afastava-se com os gémeos.
 - Yes, sir. - respondeu esta em Inglês.
 Rose aproximo-se do abismo, olhando atentamente, na tentativa de encontrar algo que fosse relevante. Mas não havia nada de importante que se pudesse observar a olho nu. Suspirando, Rose levantou a mão, fazendo um gesto circula, rápido e brusco, o que fez com que uma mala pequena aparece-se no ar. Esta era muito pequena, branca, com riscas cor de rosa e pretas muito finas. Se alguém olhasse, pensaria que se tratava de uma malinha normal, onde só cabiam coisas como carteira ou telemóvel. Quer dizer, até ver o que Rose estava a tirar dela. Isso era uma maquina estranha, que se parecia com uma sonda, mas que era impossível descrever. Com ela, Rose recomeçou outra vez o processo de investigação.
 Enquanto o processo de investigação da Rose continuava, Dark e Kaila tentavam acalmar os gémeos, que não sediam por nada, na sua tentativa de ir atrás da Saya. Nada que os outros diziam conseguiam acalma-los. Nem de perto nem de longe. Os dois continuavam na mesma, demasiado impulsivos para o gosto da Kaila. De repente, Dark deu um golpe no pescoço dos dois, fazendo os desmaiar.
   - Mas que eficiente... - brincou Kaila - Quem me dera teres-te lembrado antes... Agora tenho que ir mudar de roupa...
  Os gémeos, na tentativa de escapar, rasgaram a luva da Kaila, algo que esta levou muito a serio, pois era especial. Os dois ficaram a dormir no chão, de mãos dadas, muito chegados um ao outro.
- Estes dois... - lamentou-se Kaila, olhando para eles - Acho que seguiam a Saya até mesmo ao inferno..
 - Olha quem fala - interrompeu Dark - Se não fossem os gémeos, tu terias saltado primeiro não?
Ela não respondeu. Não queria discutir com ninguém naquele dia, muito mais depois do que tinha acontecido, apesar disso, tinha que admitir que ele tinha razão. Se os gémeos não fossem tão impulsivos, ela, Dark e Rose, todos eles, teriam saltado atrás da Saya, na tentativa de agarra-la e protege-la de todos os que quisessem fazer-lhe mal. O Dark em especial tinha esse habito. As vezes, ele espiava-a enquanto ela estava a ir para a escola ou ficava a observar a casa dela durante horas, tal como os outros todos. Os suspiros dos três presentes, que não estavam a dormir, misturaram-se. Foi naquele momento que Dark reparou que o estavam a chamar.
Rose, após concluir a sua pesquisa, sentou.se de pernas cruzadas a olhar par o estranho buraco que tinha aparecido sem qualquer aviso, muito irritada. Mesmo o Dark, que tinha a fama de frio e pouco emotivo, não se sentia nada confortável quando ela estava assim.
 - Então? - interrogou-a este - Qual é o veredicto...
 - Bem... Se avinharem para onde isto vai dar, dou-vos os meus melhores doces. - declarou, sem qualquer emoção, dando ênfase no "isto".
 - Rose, para com as brincadeiras. Não estou com paciência para isto, entendes? - Kaila fulminou-a com o olhar, completamente fora de si, de tão preocupada que estava. - Se sabes, diz.
 - Mas o problema é esse mesmo. Não consigo acreditar mesmo depois de verificar três vezes seguidas! - exclamou, levantando-se, enquanto a sua mascara tão bem composta desfazia-se, dando lugar a preocupação e irritação.
 - Rose, onde isto vai dar? - interrogou-a Dark, calmo.
 - Ao... - ela olhou para ele, com uma expressão muito assustada. - Para o mundo deles....
 Tanto Dark como a Kaila olhara para o buraco horrorizados. "Não é possível."O mesmo pensamento apareceu mais que uma vez nos dois. Rose, devagar, juntou-se a eles, confirmando que era verdade, mas sem o dizer em voz alta. Não necessitava. Um único acento com a cabeça foi o suficiente para eles entenderem e verem a realidade em que se encontravam. Se seguissem a Saya, ficariam com problemas graves, podendo acabar por morrer de vez, mas se não a seguissem, quem sabe o que iria acontecer a Saya. Olhando para o Dark, as duas mulheres ficaram a espera da sua decisão. Era ele o líder, quando a Saya não estava presente, e ninguém queria ter as mesmas responsabilidades que ele.
 - Acordem os gémeos! - ordenou, serio. - Eles que criem uma corrente.Vamos liga-la a alguém deste mundo. Assim, poderemos sempre descobrir um caminho de volta. Rose, prepara alguma comida. Divido que esta viagem seja rápida.
 Rapidamente, as suas ordens foram executadas. Dark e Kaila ficaram a observar o abismo, no caso de algo mudar ou de este fechar. Todos estavam positivos que a Saya estava viva e de boa saúde. Tinham uma conexão que ninguém era capaz de quebrar. Só a Saya tinha essa capacidade. 
 - Não te preocupes. - disse de repente Kaila. - Ela vai ficar bem.
 - Pois vai! - exclamou Natsu, aproximando-se dos outros dois. - Ela é a nossa princesa. 
 - Pois é! - desta vez, foi o Yuki que falou, levando atrás dele uma corrente fina, muito clara. Parecia ser de prata. - Ligamos a corrente ao guarda. Rose já verificou quando ele ia morrer, por isso não temos que nos preocupar com isso.
 - Hmm... - Rose aproximou-se, igualmente pronta para a viagem. - Lembrem-se, vamos ao território deles, logo, tenham o máximo de cuidado. Se alguém encontrar a Saya, mandem um sinal. Prontos? Então vamos.
 Um atrás de outro saltaram para o abismo, com o objetivo de encontrar a Saya.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sakura No Chi chapter 3 parte 2

  Saya estava a descer uma colina. Não conseguia ouvir os passos dos homens mas também não tinha tempo para se preocupar se eles a estavam a seguir. No momento em que começou a correr, quase não estacou, surpreendida com a beleza daquela terra. Tudo a sua volta era verde, com grandes colinas e montanhas a volta, tal como florestas e campos. Era belo. As cores predominantes eram o verde e o castanho mas havia lugares com flores de todas as cores. Conseguiam-se ver e ouvir pássaros e borboletas a voarem de um lado para outro, em harmonia. Ao longe, estava uma pequena cidade a rodear um murro branco estranho. Era muito alto, até visto de longe. As casas da cidade pareciam muito, muito pequenas comparadas com ele.
   Ganhado coragem, Saya correu para a cidade, na tentativa de entender onde se encontrava, descalça, sentindo assim a erva macia como penas. “Como será que ela cresce cá? Tem uma textura diferente daquela a qual estou habituada…” pensou, agora mais calma. Era obvio que os homens não a tinham seguido e, apresar dela querer saber porque, por isso, parando por alguns instantes, assim recuperando o fôlego, ela observou o que estava a sua volta mais uma vez. Podia-se ouvir um rio a correr perto do lugar onde se encontrava, que era relaxante, mas o que a preocupava era o facto de esse lugar parecer-lhe familiar. Tentou várias vezes lembrar-se, mas nada vinha a cabeça. Apetecia deitar-se e adormecer outra vez, a espera de ser acordada pelo Dark ou a Rose. Na verdade, não se importava de estar naquele lugar estranho. Saya estava mais preocupada por estar ali sozinha, sem o Dark, Rose, Natsu, Yuki e Kaila. Isso preocupava-a mesmo. Eles sempre estavam com ela, não importa onde ou quando.
   Suspirando, Saya iniciou outra vez o seu caminho até a cidade, cantarolando para si. Assim era mais fácil esquecer os problemas e pensar em coisas mais alegres Tinha certeza que Dark e os outros iriam acabar por aparecer para ajuda-la, apesar de não ter a certeza como iriam faze-lo.
   A cidade estava cada vez mais perto, pelo menos o suficiente para ela reparar que era formado principalmente por pequenas vivendas que pareciam muito velhas. Para dizer a verdade, Saya já quase não via casas dessas, sendo que agora, quando construíam-se vivendas, utilizavam-se os mesmos métodos que na construção de apartamentos. Até mesmo as “shrine” já utilizavam novos métodos para fortalecerem e não deixarem que estas se destruam.
   Dando um grande suspiro, Saya vestiu os sapatos, olhando para a cidade, e, sem pensa duas vezes, entrou por uma das ruas.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sakura no Chi Chapter 3 part1

Um novo lugar

A cair. Era o que estava a acontecer a Saya. O vento passava rapidamente por ela, obrigando o seu cabelo a seguir o movimento, de baixo para cima, mas ela não se importava com isso. Saya não conseguia ve nada nem sentir a sua volta. Era um vazio enorme. Estava a entrar em panico enquanto pequenas gotas de lagrimas sorgiam ao lado das pestanas, arrancadas logo pelo vento. A voz não saia, ela não conseguia gritar nem lamentar-se. A escoridão engolia-a cada vez mais e mais, enquanto memorrias estranhas apareiam e desapareciam, sem que ela consguisse entende-las. O panico estava quaze a tomar controlo quando Saya emabeteu contra algo solido e muito concreto. O impacto fez sair o ar dos seus pulmoes, deixando-a sem folego, encolhida com a dor que isso provocou. "Calma..." pensou "Isto não é nada.. isto não é nada". Ficou assim varios minutos, repetindo sempre a mesma coisa, na tentativa de se acalmar. A quando a dor passou para suportavel, os seus pensamentos desviaram-se para outro problema. Ela não fazia a minima ideia onde estava. Isso era constatação da pura verdade. Com os olhos ainda fechados, a única coisa que ela era capaz de sentir era a superfície na qual estava deitada. Esta era suave e, ao mesmo tempo, dura. Parecia erva, mas Saya não se sentia confiante o suficiente para abrir os olhos e verificar se assim era na realidade.
 Os minutos passavam. Não se ouvia nenhum som alem do chiar constante to vento e do movimento suave da erva. Este era relaxante. Em poucos minutos, uma sonolência estranha assombrou a Saya, fazendo-a adormecer em meros segudos.
 " A manha daquele dia estava muito nublada. Era quase impossível ver o que estava a sua frente, mas ninguém se importava com isso, realizando as actividades que necessitavam sem problemas aparentes. Apesar disso, havia uma estranha tensão no ar. As casas, que pareciam mais uns templos, estavam silenciosas. Não se ouvia nem o mais leve dos passos, enquanto uma figura encapuchada percorria os corredores da maior e mais rica casa da zona. Os guardas, que eram suposto estarem a guarda-la jaziam inconscientes nos seus postos, uns só sem sentidos, enquanto outros mortos. A figura não para para verificar os estragos que estava a causar, encaminhando-se para o seu destino silenciosamente e sem esforço desnecessário. Apesar disso, não conseguia encontrar a sua razão da lá estar. Até que ouviu uma voz de criança do jardim da casa. Era mesmo isso que procurava, a criança. Sem perder tempo, a figura correu, à procura da dela. Esta estava a brincar sozinha no jardim, cantarolando para si mesma. Era só uma menina, vestida com um quimono vermelho claro e cabelos escuros que lhe chagavam até aos joelhos. Parecia tão inocente, enquanto os seus olhos verdes olhavam para o estranho. É tão inocente... pensou ele, observando-a. Mas ele tinha as suas ordens. Aproximando-se da menina, ele sacou a espada, apontando-a para ela. Esta nem sequer tentou fugir, sorrindo, como se já estivesse a espera durante muito tempo. Bem vindo... ela disse"

 O vento estava a intensificar-se, especialmente a volta do lugar onde Saya dormia profundamente. Na verdade, já nem parecia um leve chiar, nem sequer um murmurar. O vento estava a gritar aos seus ouvidos, obrigando-a a tomar atenção à aquilo que a rodeava. Umas vozes masculinas estavam a aproximar se dela, falando urgentemente.
 - Olha, já reparaste naquela miúda ali a dormir? - interrogou um, irritando-a um pouco por chamar-lhe miúda.
 - Acho que está mesmo a dormir... deve ser uma novata, que ainda não aprendeu as regras. Devíamos ensinar-lhe, não acahas?
Rapidamente, Saya levantou-se, olhando alarmada a sua volta. A sua frente estavam dois homens adultos, de quimonos pretos e espadas nas mãos, que a observavam com um olhar critico e, o segundo, interessado. Era óbvio o que ele queria dizer com 'ensinar-lhe' mas Saya não tinha paciência para brincar com dois homens adultos.
 - Então menina, o que está aqui a fazer? - perguntou-lhe o segundo, com um olhar avido a percorrer a sua cintura. - Não devia estar aqui. Este lugar é muito perigoso...
Ignorando-o, Saya olhou para o primeiro, que fitava o seu companheiro com um olhar reprovador Uma coisa ela tinha a certeza, esse nunca iria permitir que o segundo a tocasse. Mas para ela, aquilo não era suficiente  Ganhando coragem, Saya olhos para lado e fez uma cara de horror, gritando assustada.
  - Ahhh... Ajudem.
Os dois homens sacaram as suas espadas ao mesmo tempo, virando-se para lado e preparando-se para uma luta, enquanto Saya aproveitou a situação, desatando a correr para  lado do qual estes vieram, sem se importar com mais nada.