quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sakura no Chi Chapter 5 parte 1

 A Cidade 


A cidade, ou pelo menos Saya pensava que era uma cidade, era enorme e muito, muito antiga. As ruas não eram feitas de alcatrão mas sim de terra batida e pedras de variadíssimas dimensões. As próprias casas tinham um aspeto antigo. Era muito parecidas com as casas japonesas antigas. As pessoas que passeavam pela cidade também pareciam de outra epoca, como se não pertencessem ao século XI. As mulheres usavam kimonos de variadíssimos tamanhos e cores, alegrando a disposição da Saya. Não eram só as pessoas e a cidade que eram diferentes, mas também o que se vendia nas ruas, o que as pessoas traziam com elas,... Era habitual passar alguém com uma katana nas mãos, mas somente os pessoas vestidas com kimonos pretos é que os tinham. Ela estava em pulgas para não ser apanhada por nenhum deles. Só de pensar no que lhe iria acontecer se os dois homens que enganou a apanhassem deixava-a mal disposta e preocupada, mas o seu espírito aventureiro e a sua personalidade curiosa ganharam ao medo e insegurança. Sem pensar duas vezes, Saya misturou-se com a multidão, observando tudo o que podia e absorvendo o máximo que podia só de uma vez. "Já que estou aqui.." pensou "mais vale a pena aproveitar." Dito isso, iniciou a sua aventura.

 As pessoas ficavam o olhar para a Saya como se ela fosse um animal perdido, muito exótico e estranho. Como se não pensasse no que estava a fazer, ela movimentava-se de um lado para outro, cantarolando como se fosse uma criança do infantário. As pessoas de lá olhavam para ela da mesma maneira como ela olhava para eles. Interessados, espantados, curiosos, assustados... tantas emoções passavam a cara das pessoas enquanto ela passava por meio deles, com aquelas roupas estranhas e o comportamento tudo menos normal.
Havia tantas coisas nas ruas que ela nem sabia o que ver primeiro. A maioria das ruas tinha muitas árvores por todo o lado e jardins. Uns estavam melhor tratados que outros mas para Saya, isso era o paraíso. O próprio mercado era algo digno de se ver. Enorme, colorido, exótico, estranho... não havia uma palavra que podia descrever isso. Vendiam-se todo o tipo de produtos, desde alimentos frescos e legumes até animais vivos para atividades domesticas, bem como animais raros para serem animais de estimação. Naquele mercado ela viu mais coisas que em toda a sua vida numa cidade inteira, a contar com Tokyo. A boa disposição era o fator predominante naquele lugar estranho. As pessoas compravam e vendiam coisas, discutindo entre elas de vez em quando, mas todos se davam bem e conheciam-se uns aos outros. "Mas que sorte.." ela pensou, relembrando que na sua cidade, ela só conhecia um décimo da população. Um pouco intrigada com o mercado, Saya ficou a observar umas maças. Estava com bastante fome, o que significava que já a muito tempo passou das 5 horas. Mas ela não tinha nenhum dinheiro. O vendedor olhou para ela com suspeita.
 - Queres a maça, não é? - interrogou - Mas não tens dinheiro. - conluio sem sequer deixar-lhe responder. Yuki olhou para ele e anuiu. - Que honesta. - espantou-se - Toma. Dou-te uma desta vez mas nunca mais venhas sem dinheiro.  - adveritui-a, enquanto ela sorria-lhe feliz.
  - Obrigada. - agradeceu, pegando ma maça e afastando-se, para dar espaço para os outros clientes.
 A maça era incrível. Não tinha nenhuns aditivos, sendo cem por cento natural. Até parecia uma pena come-la mas o estômago dela protestou, obrigando a come-la. "Bem... agora estou melhor.." Saya pensou, ainda com fome.
 Andando pelas ruas, ela reparou que havia umas partes com prédios, mas estes pareciam abandonados. Parando a frente de uma rua com edifícios, ela ficou a olhar para eles, com o olhar perdido.

domingo, 27 de novembro de 2011

Sakura no Chi Chapter 4

Decisões

- Saya! - gritaram todos ao mesmo tempo, correndo para o abismo pelo qual esta desapareceu, sem mais nem menos.
Os gémeos foram os primeiros a chegar e, na tentativa de segui-la, saltaram mas foram rapidamente agarrados pelo Dark, que os segurou os dois, impedindo-os de o fazerem. Isso seria uma enorme estupidez.
- Rose, examina-o. - ordenou Dark, apontando para o buraco escuro, enquanto afastava-se com os gémeos.
 - Yes, sir. - respondeu esta em Inglês.
 Rose aproximo-se do abismo, olhando atentamente, na tentativa de encontrar algo que fosse relevante. Mas não havia nada de importante que se pudesse observar a olho nu. Suspirando, Rose levantou a mão, fazendo um gesto circula, rápido e brusco, o que fez com que uma mala pequena aparece-se no ar. Esta era muito pequena, branca, com riscas cor de rosa e pretas muito finas. Se alguém olhasse, pensaria que se tratava de uma malinha normal, onde só cabiam coisas como carteira ou telemóvel. Quer dizer, até ver o que Rose estava a tirar dela. Isso era uma maquina estranha, que se parecia com uma sonda, mas que era impossível descrever. Com ela, Rose recomeçou outra vez o processo de investigação.
 Enquanto o processo de investigação da Rose continuava, Dark e Kaila tentavam acalmar os gémeos, que não sediam por nada, na sua tentativa de ir atrás da Saya. Nada que os outros diziam conseguiam acalma-los. Nem de perto nem de longe. Os dois continuavam na mesma, demasiado impulsivos para o gosto da Kaila. De repente, Dark deu um golpe no pescoço dos dois, fazendo os desmaiar.
   - Mas que eficiente... - brincou Kaila - Quem me dera teres-te lembrado antes... Agora tenho que ir mudar de roupa...
  Os gémeos, na tentativa de escapar, rasgaram a luva da Kaila, algo que esta levou muito a serio, pois era especial. Os dois ficaram a dormir no chão, de mãos dadas, muito chegados um ao outro.
- Estes dois... - lamentou-se Kaila, olhando para eles - Acho que seguiam a Saya até mesmo ao inferno..
 - Olha quem fala - interrompeu Dark - Se não fossem os gémeos, tu terias saltado primeiro não?
Ela não respondeu. Não queria discutir com ninguém naquele dia, muito mais depois do que tinha acontecido, apesar disso, tinha que admitir que ele tinha razão. Se os gémeos não fossem tão impulsivos, ela, Dark e Rose, todos eles, teriam saltado atrás da Saya, na tentativa de agarra-la e protege-la de todos os que quisessem fazer-lhe mal. O Dark em especial tinha esse habito. As vezes, ele espiava-a enquanto ela estava a ir para a escola ou ficava a observar a casa dela durante horas, tal como os outros todos. Os suspiros dos três presentes, que não estavam a dormir, misturaram-se. Foi naquele momento que Dark reparou que o estavam a chamar.
Rose, após concluir a sua pesquisa, sentou.se de pernas cruzadas a olhar par o estranho buraco que tinha aparecido sem qualquer aviso, muito irritada. Mesmo o Dark, que tinha a fama de frio e pouco emotivo, não se sentia nada confortável quando ela estava assim.
 - Então? - interrogou-a este - Qual é o veredicto...
 - Bem... Se avinharem para onde isto vai dar, dou-vos os meus melhores doces. - declarou, sem qualquer emoção, dando ênfase no "isto".
 - Rose, para com as brincadeiras. Não estou com paciência para isto, entendes? - Kaila fulminou-a com o olhar, completamente fora de si, de tão preocupada que estava. - Se sabes, diz.
 - Mas o problema é esse mesmo. Não consigo acreditar mesmo depois de verificar três vezes seguidas! - exclamou, levantando-se, enquanto a sua mascara tão bem composta desfazia-se, dando lugar a preocupação e irritação.
 - Rose, onde isto vai dar? - interrogou-a Dark, calmo.
 - Ao... - ela olhou para ele, com uma expressão muito assustada. - Para o mundo deles....
 Tanto Dark como a Kaila olhara para o buraco horrorizados. "Não é possível."O mesmo pensamento apareceu mais que uma vez nos dois. Rose, devagar, juntou-se a eles, confirmando que era verdade, mas sem o dizer em voz alta. Não necessitava. Um único acento com a cabeça foi o suficiente para eles entenderem e verem a realidade em que se encontravam. Se seguissem a Saya, ficariam com problemas graves, podendo acabar por morrer de vez, mas se não a seguissem, quem sabe o que iria acontecer a Saya. Olhando para o Dark, as duas mulheres ficaram a espera da sua decisão. Era ele o líder, quando a Saya não estava presente, e ninguém queria ter as mesmas responsabilidades que ele.
 - Acordem os gémeos! - ordenou, serio. - Eles que criem uma corrente.Vamos liga-la a alguém deste mundo. Assim, poderemos sempre descobrir um caminho de volta. Rose, prepara alguma comida. Divido que esta viagem seja rápida.
 Rapidamente, as suas ordens foram executadas. Dark e Kaila ficaram a observar o abismo, no caso de algo mudar ou de este fechar. Todos estavam positivos que a Saya estava viva e de boa saúde. Tinham uma conexão que ninguém era capaz de quebrar. Só a Saya tinha essa capacidade. 
 - Não te preocupes. - disse de repente Kaila. - Ela vai ficar bem.
 - Pois vai! - exclamou Natsu, aproximando-se dos outros dois. - Ela é a nossa princesa. 
 - Pois é! - desta vez, foi o Yuki que falou, levando atrás dele uma corrente fina, muito clara. Parecia ser de prata. - Ligamos a corrente ao guarda. Rose já verificou quando ele ia morrer, por isso não temos que nos preocupar com isso.
 - Hmm... - Rose aproximou-se, igualmente pronta para a viagem. - Lembrem-se, vamos ao território deles, logo, tenham o máximo de cuidado. Se alguém encontrar a Saya, mandem um sinal. Prontos? Então vamos.
 Um atrás de outro saltaram para o abismo, com o objetivo de encontrar a Saya.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sakura No Chi chapter 3 parte 2

  Saya estava a descer uma colina. Não conseguia ouvir os passos dos homens mas também não tinha tempo para se preocupar se eles a estavam a seguir. No momento em que começou a correr, quase não estacou, surpreendida com a beleza daquela terra. Tudo a sua volta era verde, com grandes colinas e montanhas a volta, tal como florestas e campos. Era belo. As cores predominantes eram o verde e o castanho mas havia lugares com flores de todas as cores. Conseguiam-se ver e ouvir pássaros e borboletas a voarem de um lado para outro, em harmonia. Ao longe, estava uma pequena cidade a rodear um murro branco estranho. Era muito alto, até visto de longe. As casas da cidade pareciam muito, muito pequenas comparadas com ele.
   Ganhado coragem, Saya correu para a cidade, na tentativa de entender onde se encontrava, descalça, sentindo assim a erva macia como penas. “Como será que ela cresce cá? Tem uma textura diferente daquela a qual estou habituada…” pensou, agora mais calma. Era obvio que os homens não a tinham seguido e, apresar dela querer saber porque, por isso, parando por alguns instantes, assim recuperando o fôlego, ela observou o que estava a sua volta mais uma vez. Podia-se ouvir um rio a correr perto do lugar onde se encontrava, que era relaxante, mas o que a preocupava era o facto de esse lugar parecer-lhe familiar. Tentou várias vezes lembrar-se, mas nada vinha a cabeça. Apetecia deitar-se e adormecer outra vez, a espera de ser acordada pelo Dark ou a Rose. Na verdade, não se importava de estar naquele lugar estranho. Saya estava mais preocupada por estar ali sozinha, sem o Dark, Rose, Natsu, Yuki e Kaila. Isso preocupava-a mesmo. Eles sempre estavam com ela, não importa onde ou quando.
   Suspirando, Saya iniciou outra vez o seu caminho até a cidade, cantarolando para si. Assim era mais fácil esquecer os problemas e pensar em coisas mais alegres Tinha certeza que Dark e os outros iriam acabar por aparecer para ajuda-la, apesar de não ter a certeza como iriam faze-lo.
   A cidade estava cada vez mais perto, pelo menos o suficiente para ela reparar que era formado principalmente por pequenas vivendas que pareciam muito velhas. Para dizer a verdade, Saya já quase não via casas dessas, sendo que agora, quando construíam-se vivendas, utilizavam-se os mesmos métodos que na construção de apartamentos. Até mesmo as “shrine” já utilizavam novos métodos para fortalecerem e não deixarem que estas se destruam.
   Dando um grande suspiro, Saya vestiu os sapatos, olhando para a cidade, e, sem pensa duas vezes, entrou por uma das ruas.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sakura no Chi Chapter 3 part1

Um novo lugar

A cair. Era o que estava a acontecer a Saya. O vento passava rapidamente por ela, obrigando o seu cabelo a seguir o movimento, de baixo para cima, mas ela não se importava com isso. Saya não conseguia ve nada nem sentir a sua volta. Era um vazio enorme. Estava a entrar em panico enquanto pequenas gotas de lagrimas sorgiam ao lado das pestanas, arrancadas logo pelo vento. A voz não saia, ela não conseguia gritar nem lamentar-se. A escoridão engolia-a cada vez mais e mais, enquanto memorrias estranhas apareiam e desapareciam, sem que ela consguisse entende-las. O panico estava quaze a tomar controlo quando Saya emabeteu contra algo solido e muito concreto. O impacto fez sair o ar dos seus pulmoes, deixando-a sem folego, encolhida com a dor que isso provocou. "Calma..." pensou "Isto não é nada.. isto não é nada". Ficou assim varios minutos, repetindo sempre a mesma coisa, na tentativa de se acalmar. A quando a dor passou para suportavel, os seus pensamentos desviaram-se para outro problema. Ela não fazia a minima ideia onde estava. Isso era constatação da pura verdade. Com os olhos ainda fechados, a única coisa que ela era capaz de sentir era a superfície na qual estava deitada. Esta era suave e, ao mesmo tempo, dura. Parecia erva, mas Saya não se sentia confiante o suficiente para abrir os olhos e verificar se assim era na realidade.
 Os minutos passavam. Não se ouvia nenhum som alem do chiar constante to vento e do movimento suave da erva. Este era relaxante. Em poucos minutos, uma sonolência estranha assombrou a Saya, fazendo-a adormecer em meros segudos.
 " A manha daquele dia estava muito nublada. Era quase impossível ver o que estava a sua frente, mas ninguém se importava com isso, realizando as actividades que necessitavam sem problemas aparentes. Apesar disso, havia uma estranha tensão no ar. As casas, que pareciam mais uns templos, estavam silenciosas. Não se ouvia nem o mais leve dos passos, enquanto uma figura encapuchada percorria os corredores da maior e mais rica casa da zona. Os guardas, que eram suposto estarem a guarda-la jaziam inconscientes nos seus postos, uns só sem sentidos, enquanto outros mortos. A figura não para para verificar os estragos que estava a causar, encaminhando-se para o seu destino silenciosamente e sem esforço desnecessário. Apesar disso, não conseguia encontrar a sua razão da lá estar. Até que ouviu uma voz de criança do jardim da casa. Era mesmo isso que procurava, a criança. Sem perder tempo, a figura correu, à procura da dela. Esta estava a brincar sozinha no jardim, cantarolando para si mesma. Era só uma menina, vestida com um quimono vermelho claro e cabelos escuros que lhe chagavam até aos joelhos. Parecia tão inocente, enquanto os seus olhos verdes olhavam para o estranho. É tão inocente... pensou ele, observando-a. Mas ele tinha as suas ordens. Aproximando-se da menina, ele sacou a espada, apontando-a para ela. Esta nem sequer tentou fugir, sorrindo, como se já estivesse a espera durante muito tempo. Bem vindo... ela disse"

 O vento estava a intensificar-se, especialmente a volta do lugar onde Saya dormia profundamente. Na verdade, já nem parecia um leve chiar, nem sequer um murmurar. O vento estava a gritar aos seus ouvidos, obrigando-a a tomar atenção à aquilo que a rodeava. Umas vozes masculinas estavam a aproximar se dela, falando urgentemente.
 - Olha, já reparaste naquela miúda ali a dormir? - interrogou um, irritando-a um pouco por chamar-lhe miúda.
 - Acho que está mesmo a dormir... deve ser uma novata, que ainda não aprendeu as regras. Devíamos ensinar-lhe, não acahas?
Rapidamente, Saya levantou-se, olhando alarmada a sua volta. A sua frente estavam dois homens adultos, de quimonos pretos e espadas nas mãos, que a observavam com um olhar critico e, o segundo, interessado. Era óbvio o que ele queria dizer com 'ensinar-lhe' mas Saya não tinha paciência para brincar com dois homens adultos.
 - Então menina, o que está aqui a fazer? - perguntou-lhe o segundo, com um olhar avido a percorrer a sua cintura. - Não devia estar aqui. Este lugar é muito perigoso...
Ignorando-o, Saya olhou para o primeiro, que fitava o seu companheiro com um olhar reprovador Uma coisa ela tinha a certeza, esse nunca iria permitir que o segundo a tocasse. Mas para ela, aquilo não era suficiente  Ganhando coragem, Saya olhos para lado e fez uma cara de horror, gritando assustada.
  - Ahhh... Ajudem.
Os dois homens sacaram as suas espadas ao mesmo tempo, virando-se para lado e preparando-se para uma luta, enquanto Saya aproveitou a situação, desatando a correr para  lado do qual estes vieram, sem se importar com mais nada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sakura No Chi Chapter 2 parte 2

 Devagar e sem pressas, Saya abriu os olhos, fulminando com o olhar os recém chegados. Tinham cá uma lata acorda-la logo naquela altura. Suspirando, ela mexeu-se rapidamente, levantando-se antes que algum dos gémeos a apanhassem. Foi a escolha certa, visto que logo que ela se mexeu, dois pares de braços tentaram agarrar a sua silhueta, mas sem sucesso.
 - Não podiam ter esperado mais um bocadinho? - interrogou, olhando para os recém chegados. - É tão irritante quando vocês fazem isto.
  - Não sejas tão má... já não te vejo há dias! - comentou a mulher, abraçando-a com força, como se ela fosse um animal de estimação. - Devias ter vindo ver-nos mais vezes durante estes dias... tens andado tão distante.
 - A culpa não é minha pois não?! - a voz da Saya saiu abafada pelo abraço - Tinha demasiados testes.. e sabes que hoje podem ficar em minha casa por isso não há problema... Importaste de me largar? É irritante.
 - Desculpa, desculpa.
 Suspirando, Saya afastou-se da mulher, olhando para o rapaz ao seu lado. Mantinha-se calado, observando com o olhar os movimentos de todos.
 - Dark, para com isso... isto não é o campo de batalha, está bem? - Dark olhou para ela, abrindo a boca para responder, mas calando-se logo a seguir, enquanto esta prosseguia o que tinha a dizer. - Vamos continuar com o plano. Os meus pais não estão em casa, pelo que podem vir passar uns dias a minha casa mas as regras são as mesmas, entendido?
 - Sim!! - exclamaram os gémeos, de repente, atrás da Saya, assustando-a.
 - Seus diabinhos.... - sussurrou só para si, suspirando.
 Era já uma regra que todos anos eles fossem a casa dela passar uns dias enquanto os pais estivessem fora. Era um alivio para a Saya, pois detestava estar sozinha. Isso trazia-lhe mas recordações e dores de cabeça excessivas. Com um pequeno sorriso, ela começou a afastar-se para o interior da floresta, sem tomar muita atenção. Era um mistério para ela.
 - Não te afastes muito. - aderiu Dark, serio.
 - Não te preocupes! - exclamou Saya - O que é que achas que me pode acontecer?
Sem qualquer aviso, Saya tocou em algo. Parecia um fio, muito muito fino. Sem pensar, Saya puxou-o. O que aconteceu a seguir ninguém conseguiu ver em pormenor. Um buraco abriu-se sob os pés dela, fazendo-a cair, sem que ela tivesse produzido um som. Cair para a escuridão.
- Saya!











quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 2 parte 1

  Amigos e Inimigos

O parque da cidade encontrava-se no meio dela, perto da escola secundária na qual todos os alunos eram obrigados a andar. O parque não era muito grande, mas as pessoas da cidade travam dele como se fosse o seu próprio jardim, limpando-o quase todas as semanas, sem deixar nenhum lixo em qualquer parte. Mesmo presidente da câmara não podia fazer nada contra tantos amantes da natureza. As vezes, as pessoas deitavam-se na relva, sem ter medo de pisar alguma porcaria. O parque estava ligado a uma floresta, que toda a gente evitava. Nunca ninguém la entrava, e quem por algum motivo lá fosse, corria que nem um loco para sair dali, sem nunca olhar para traz. Havia rumores que na floresta viviam cinco demónios, que comiam quem quer que lá entrasse. É claro que era só um estúpido rumor e não havia nenhuns demónios na floresta... talvez.
 - Porque é que ela chega sempre atrasada? - bufou alguém, do interior da floresta. 
 Não havia ninguém a vista, só alguns bichos que se moviam de um lado para o outro a tentar arranjar comida. 
 - Para de bufar, Dark! É chato e irritante. - contradisse o homem uma voz de mulher adulta. 
 - Pois. Parem os dois. Ela prometeu.
 De repente, duas crianças saltaram de uma árvore assustando as aves que estavam muito daquele lugar. Seriam umas crianças normais, se não fossem as roupas que estavam a utilizar e o facto de serem completamente diferentes de crianças normais. Os dois rapazes eram gémeos, completamente idênticos. Não se conseguiam destingir um do outro. Tinham um cabelo loiro claro, tão claro que parecia branco, com pequenas madeixas azuis claras. Os olhos eram azuis claros, muito claros, mas, ao pé da íris, a cor era de um azul escuro profundo, fazendo com que os seus olhos sejam arrepiadores. As roupas que usavam também eras esquisitas. Os dois vestiam umas túnicas brancas, com longas mangas que lhes escondiam as mãos, e que chegavam -lhes aos pés. 
 - Sim mas ela chega sempre atrasada... - retorquiu uma voz feminina, mas desta vez mais criança.
 - Calem-se..- exclamou de repente Saya, chegando a floresta a correr, cansada. - Cheguei a tempo não?
 Os dois gémeos atiraram-se a Saya como se ela fosse um íman, os dois ao mesmo tempo, abraçando-a com força. 
 - Saya! Nós sabíamos que tu virias! - exclamou um deles, sorrindo muito, radiante.
- Mas é claro palermas.. - brincou com eles Saya, rindo também - Não foi o que eu vós prometi? - interrogou-os meio a brincar.
 - Afastem-se dela. Ela é minha.
 Sem qualquer aviso, uma rapariguinha com aspeto de 10 anos saltou da árvore, aterrando mesmo a frente da Saya e dos rapazes. Tinha cabelo encaracolado loiro escuro, com duas madeixas azuis no lado direito, mesmo ao pé da orelha, que estava apanhado em dois totós  e usava uns brincos brancos com forma de caveira. Os olhos eram claros, muito parecidos com amarelos, mas um pouco mais escuros. Usa um vestido de lolita branco e cor de rosa, com folhos e curto. Tinha tantos acessórios, desde pulseiras até colares que era impossível conta-los a todos. As cores predominantes eram o branco e cor de rosa, mas ela tinha algumas pulseiras pretas e cinzentas. Na mão esquerda, ela usava uma luva que lhe chegava quase até ao obro. Era uma luva branca, muito, muito branca. A menina estava sorrir para a Saya, afastando os gémeos bruscamente, para abraça-la.
 - Saya! - gritou-lhe mesmo ao ouvido - Tive saudades tuas...
 - Vá lá.. foram só uns dias... - suspirou Saya, olhando para os gémeos que já estavam a planear uma forma de se vingar e afastar a rapariga de perto da Saya - Rose, porta-te bem.
 Habilmente, ela libertou-se do abraço da rapariga chamada Rose, afastando-se dela e dos gémeos, indo sentar-se por baixo da árvore de onde Rose tinha saltado para baixo antes, fechando os olhos, a recuperar o fôlego e a acalmar o coração. Os gémeos aproveitaram a oportunidade para sentarem-se ao seu lado, pousando a cabeça em cima dos ombros da Saya. Rose aproximou-se deles e, sentando-se a frente da Saya, deitou-se em cima dos seus joelhos. 
  Sem fazer qualquer barulho, um rapaz com aspeto de 16-17 anos e uma mulher um pouco mais velha desceram de uma árvores próximas do local onde o resto se encontrava, olhando para o que se passava. O rapaz era alto, bem formado, com o cabelo castanho escuro revolto. Tal como os gémeos, tinha varias madeixas azuis claras no cabelo, e um piercing pequeno na orelha esquerda em forma de caveira, tal como a Rose. Vestia uma roupas pretas justas, que revelavam o seu corpo musculado. Usava uma camisola sem mangas, calças longas e uma caso longo por cima, que chegava até aos pés. Ao seu lado, a mulher, que provavelmente tinha por ai uns vinte e tal anos, olhava a para a cena com uma expressão critica. A estranha mulher tinha um corpo que qualquer mulher desejaria. Com a silhueta bem definida e as curvas visíveis, ela usava um pequeno top, que deixava quase tudo a vista, branco e uma saia, também branca. Usava uma luva branca no braço esquerdo, que, tal como a da Rose, chegava-lhe quase ao ombro. Os seus olhos era escuros, um verde escuro muito profundo, e o cabelo ruivo tinha três madeixas azuis escuras, uma de cada lado. Ainda por cima, a mulher era bronzeada, tendo um tom dourado muito bonito.
 - Mas que fofinhos... - disse a mulher com sarcasmo, olhando para a Saya.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 1 parte 2

 O pequeno almoço da Saya foi simples. Em menos de 5 minutos, ela preparou um chá para si e duas torradas. Não era muito original, mas ela não tinha tempo para muita coisa. Sem perder nem mais um segundo, Saya entrou na sala de estar, sentando-se no sofá e ligando a televisão com a mão esquerda, visto que a mão direita estava ocupada com a caneca de chá, enquanto as duas torradas estavam na boca.Todos os dias, sem exceção, Saya via várias series televisivas, como Mentalista ou CSI. Era as suas preferidas e nunca, nem que tivesse que faltar a escola, deixava passar um episódio sem o ver. Isso até irritava os seus pais mas ela não se importava. Não era importante o que eles pensavam. Saya sonhava em formar-se em criminologia.
 Enquanto a TV ligava-se, Saya comeu rapidamente as torradas, bebendo o chá também, quase até sem respirar, para quando começa-se, ela não tivesse a boca cheia de comida. A televisão situava-se no fundo da sala, no meio, com duas colunas de som ao lado. Era engraçado como as duas ficavam bem ao pé da TV. A sala tinha uma cor castanha clara, quase um amarelo torrado, mas um pouco mais escuro, e o chão, que era de madeira, tinha uma cor escura, um castanho carregado, para contradizer com a parede. A sala tinha imensos tons castanhos, desde os dois sofás, um que se encontrava no meio da sala, perto da TV. A única coisa que separava a TV e o sofá era uma mas pequenina que estava no meio. Era só usada como decoração. No lado esquerdo, mesmo ao pé da parede, estava o segundo sofá, um pouco mais pequeno que o primeiro, e do lado direito, estava uma mesa de jantar grande, que só era utilizada em caso de visitas importantes.
 No início, Saya só queria ver CSI, mas logo a seguir apareceram outras series que ela adorava, por isso, os seus planos de ir fazer o almoço mais cedo e sair foram interrompidos. Já eram quase duas horas quando ela por fim desligou a TV, um pouco irritada consigo mesma. Tinha prometido que não ia ficar a ver TV até muito tarde, mas agora, lá se ia a sua promessa.
 Levantando-se rapidamente, Saya quase voou até a cozinha. Tinha feito planos com os seus amigos para encontrarem-se as duas horas em ponto e eles detestavam quando ela se atrasava, por isso, sem tempo para cozinhar alguma coisa nova, Saya agarrou em alguns ovos e nas massas que tinha cozido na noite anterior, fazendo uma omelete rápida, que comeu enquanto bebia água, a pressa. Sem perder tempo, ela correu para o seu quarto, ainda com o copo de água na mão, que acabou de beber só de um golpe, enquanto olhava para as horas. Faltavam menos de 10 minutos para as duas horas.
 Abrindo o roupeiro, já no seu quarto, Saya tirou de lá um par de calções claros e uma camisola sem alças branca, com desenhos de flores azuis nela, vestindo-se em menos de segundos, já a correr para a casa de banho. Depois de lavar os dentes, uma atividade que demorou o seu tempo, ela apanhou o cabelo preto num rabo de cavalo, logo a seguir de o pentear. Saya nunca usava maquilhagem nos dias normais e achava que os perfumes eram horríveis, pelo que saiu da casa de banho sem sequer olhar para eles. Sem parar, Saya agarrou numa pequena mala branca, onde tinha a carteira e o telemóvel para caso de necessidade, saindo logo para a rua, com as chaves de casa na mão esquerda.
  - Acho que ainda vou chegar a tempo... -declarou, um pouco indecisa e cansada, começando a correr.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 1 parte 1

 Eu inventei esta história depois de ver vários animes e mangas, por isso se por acaso parecer que tirei ideias de algo que já leu, é normal. Só escrevo isto por diversão e para partilhar as minhas ideias :) Tem de haver com Bleach, mas no futuro XD


Desde que me lembro, sempre vi coisas estranhas... Como outras pessoas não as conseguem ver, devem ser fantasmas, espíritos ou demónios... o que quer que eles são chamados.


   Os raios do sol perfuraram pela janela escurecida pelas cortinas. O sol quente aquecia tudo, desde as pequenas flores até aos insetos minúsculos que lá viviam. A luz perfurou até a minúscula escuridão, que se escondia, mas nem mesmo a luz do sol conseguia perfurar a escuridão na qual Saya se encontrava. 
 Correndo sem parar, Saya fugia dos seus pesadelos, tentando esconder-se. A escuridão cerrava a floresta e era impossível ver onde estava a saída. Os seus fantasmas iam atrás dela, sem correr nem andar, mas a flutuar sob o terreno irregular pelo qual ela corria. "Não!" gritou, quando um deles alcançou-a. Virando-se para ele, ela gritou de medo. O fantasma era assustador. Vestido com uma roupa preta comprida, escondia a cara com uma mascara horrorosa. Era branca, com duas fendas para os olhos e um sorriso arrepiante. Parecia que estava salpicada de sangue, sangue fresco. A gritar, Saya de repente acordou.
 Saya acordou de repente, abrindo os olhos para a escuridão sem-iluminada do seu quarto. Por alguns momentos, ela olhou a volta desorientada, tentando entender onde se encontrava. Não demorou muito a reconhecer o seu quarto. Era o lugar onde ela acordava todos os dias, vezes e vezes sem conta, e onde ela deitava-se todas as noites, esquecendo por momentos os seus medos até eles aparecerem em forma de pesadelos. Passando a mão pelo cabelo escuro, Saya levantou-se da cama, bocejando de vez em quando, enquanto dirigia-se para a casa de banho perto do seu quarto. Já era a segunda vez que se levantava naquela manha, por causa de pesadelos. Parecia que estes se estavam a tornar cada vez mais a mais frequentes. Apesar disso, Saya não se lembrava nem de um único dia em que não acordasse por causa dos pesadelos. No inicio, eram apenas figuras estranhas, pessoas, cores, animais... até se tornarem cada vez mais e mais elaborados. Cada dia que passava, mais fortes e assustadores eram os pesadelos.
 Anda a bocejar, Saya olhava para o seu reflexo, pelo espelho da casa de banho. Estava horrível. Tinha olheiras por baixo dos olhos e a pele estava seca. Era até um pouco assustador. Suspirando, ela examinou-se melhor, reparando que ainda tinha alguma maquilhagem do dia anterior. Era o que dava ir a aniversários de pessoas que nem conhecemos, nunca sabemos o que usar ou não. Suspirando outra vez, Saya lavou a cara muito bem, retirando todos os vestígios da maquilhagem. Essa era uma das coisas que mais detestava. Saya tinha 16 anos e vivias com os seus pais numa pequena cidade, perto de Tokyo, mesmo assim, demorava pelo menos uma hora a chegar até a capital. Os seus pais trabalhavam os dois. O pai tratava de uma clínica que foi fundada pelo avo da Saya, enquanto a mãe...  bem, nem mesmo a Saya sabia o que a sua mãe fazia. Mas os dois passavam a maior parte do tempo fora de casa. A sua mãe tinha cabelo escuro, quase preto e olhos azuis escuros. Não era muito alta, mas tinha um corpo flexível e em forma, do qual servia-se muitas vezes para apanhar a Saya quando ela fugia de casa em pequena para ir brincar com os seus amigos. O seu pai era muito alto, com musculação bem definida, que tinha um carácter um pouco mesquinho e mal educado. O cabelo dele era ruivo e rebelde e os olhos pareciam ser amarelos, de tão castanho claros eram.
 Saindo rapidamente da casa de banho, Saya desceu as escadas que levavam ao segundo piso, ainda de pijama. O seu quarto, bem como o quarto dos seus pais, um pequeno escritório e  casa de banho, encontravam-se no segundo piso.” É um pouco irritante ter de subir escadas depois de um dia de trabalho longo e doloroso”, dizia as vezes o seu pai.
 Descendo devagar, Saya deparou-se com uma casa sem ninguém, com as cortinas fechadas e a loiça por lavar. “Oh... esqueci-me...” pensou. Todos os anos, sem exceção, os seus pais iam algures durante vários dias, na semana do seu aniversario. No inicio, ela ficava muito triste por fiar sozinha, sem ninguém, nos seus anos mas depois, com o passar dos anos, ela habituou-se a isso. Nunca perguntou-lhes onde iam, visto que já sabia que não lhe iriam responder. A maior parte das vezes, voltavam tristes e desanimados. Era irritante vê-los assim. Se Saya pudesse, dava cabo daqueles que lhes causava tanta dor. A suspirar, Saya dirigiu-se à cozinha, para preparar o seu pequeno almoço, sem reparar no papel que estava em cima da mesa na sala de estar.