quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sakura No Chi Chapter 1 parte 1

 Eu inventei esta história depois de ver vários animes e mangas, por isso se por acaso parecer que tirei ideias de algo que já leu, é normal. Só escrevo isto por diversão e para partilhar as minhas ideias :) Tem de haver com Bleach, mas no futuro XD


Desde que me lembro, sempre vi coisas estranhas... Como outras pessoas não as conseguem ver, devem ser fantasmas, espíritos ou demónios... o que quer que eles são chamados.


   Os raios do sol perfuraram pela janela escurecida pelas cortinas. O sol quente aquecia tudo, desde as pequenas flores até aos insetos minúsculos que lá viviam. A luz perfurou até a minúscula escuridão, que se escondia, mas nem mesmo a luz do sol conseguia perfurar a escuridão na qual Saya se encontrava. 
 Correndo sem parar, Saya fugia dos seus pesadelos, tentando esconder-se. A escuridão cerrava a floresta e era impossível ver onde estava a saída. Os seus fantasmas iam atrás dela, sem correr nem andar, mas a flutuar sob o terreno irregular pelo qual ela corria. "Não!" gritou, quando um deles alcançou-a. Virando-se para ele, ela gritou de medo. O fantasma era assustador. Vestido com uma roupa preta comprida, escondia a cara com uma mascara horrorosa. Era branca, com duas fendas para os olhos e um sorriso arrepiante. Parecia que estava salpicada de sangue, sangue fresco. A gritar, Saya de repente acordou.
 Saya acordou de repente, abrindo os olhos para a escuridão sem-iluminada do seu quarto. Por alguns momentos, ela olhou a volta desorientada, tentando entender onde se encontrava. Não demorou muito a reconhecer o seu quarto. Era o lugar onde ela acordava todos os dias, vezes e vezes sem conta, e onde ela deitava-se todas as noites, esquecendo por momentos os seus medos até eles aparecerem em forma de pesadelos. Passando a mão pelo cabelo escuro, Saya levantou-se da cama, bocejando de vez em quando, enquanto dirigia-se para a casa de banho perto do seu quarto. Já era a segunda vez que se levantava naquela manha, por causa de pesadelos. Parecia que estes se estavam a tornar cada vez mais a mais frequentes. Apesar disso, Saya não se lembrava nem de um único dia em que não acordasse por causa dos pesadelos. No inicio, eram apenas figuras estranhas, pessoas, cores, animais... até se tornarem cada vez mais e mais elaborados. Cada dia que passava, mais fortes e assustadores eram os pesadelos.
 Anda a bocejar, Saya olhava para o seu reflexo, pelo espelho da casa de banho. Estava horrível. Tinha olheiras por baixo dos olhos e a pele estava seca. Era até um pouco assustador. Suspirando, ela examinou-se melhor, reparando que ainda tinha alguma maquilhagem do dia anterior. Era o que dava ir a aniversários de pessoas que nem conhecemos, nunca sabemos o que usar ou não. Suspirando outra vez, Saya lavou a cara muito bem, retirando todos os vestígios da maquilhagem. Essa era uma das coisas que mais detestava. Saya tinha 16 anos e vivias com os seus pais numa pequena cidade, perto de Tokyo, mesmo assim, demorava pelo menos uma hora a chegar até a capital. Os seus pais trabalhavam os dois. O pai tratava de uma clínica que foi fundada pelo avo da Saya, enquanto a mãe...  bem, nem mesmo a Saya sabia o que a sua mãe fazia. Mas os dois passavam a maior parte do tempo fora de casa. A sua mãe tinha cabelo escuro, quase preto e olhos azuis escuros. Não era muito alta, mas tinha um corpo flexível e em forma, do qual servia-se muitas vezes para apanhar a Saya quando ela fugia de casa em pequena para ir brincar com os seus amigos. O seu pai era muito alto, com musculação bem definida, que tinha um carácter um pouco mesquinho e mal educado. O cabelo dele era ruivo e rebelde e os olhos pareciam ser amarelos, de tão castanho claros eram.
 Saindo rapidamente da casa de banho, Saya desceu as escadas que levavam ao segundo piso, ainda de pijama. O seu quarto, bem como o quarto dos seus pais, um pequeno escritório e  casa de banho, encontravam-se no segundo piso.” É um pouco irritante ter de subir escadas depois de um dia de trabalho longo e doloroso”, dizia as vezes o seu pai.
 Descendo devagar, Saya deparou-se com uma casa sem ninguém, com as cortinas fechadas e a loiça por lavar. “Oh... esqueci-me...” pensou. Todos os anos, sem exceção, os seus pais iam algures durante vários dias, na semana do seu aniversario. No inicio, ela ficava muito triste por fiar sozinha, sem ninguém, nos seus anos mas depois, com o passar dos anos, ela habituou-se a isso. Nunca perguntou-lhes onde iam, visto que já sabia que não lhe iriam responder. A maior parte das vezes, voltavam tristes e desanimados. Era irritante vê-los assim. Se Saya pudesse, dava cabo daqueles que lhes causava tanta dor. A suspirar, Saya dirigiu-se à cozinha, para preparar o seu pequeno almoço, sem reparar no papel que estava em cima da mesa na sala de estar.

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