A Cidade
As pessoas ficavam o olhar para a Saya como se ela fosse um animal perdido, muito exótico e estranho. Como se não pensasse no que estava a fazer, ela movimentava-se de um lado para outro, cantarolando como se fosse uma criança do infantário. As pessoas de lá olhavam para ela da mesma maneira como ela olhava para eles. Interessados, espantados, curiosos, assustados... tantas emoções passavam a cara das pessoas enquanto ela passava por meio deles, com aquelas roupas estranhas e o comportamento tudo menos normal.
Havia tantas coisas nas ruas que ela nem sabia o que ver primeiro. A maioria das ruas tinha muitas árvores por todo o lado e jardins. Uns estavam melhor tratados que outros mas para Saya, isso era o paraíso. O próprio mercado era algo digno de se ver. Enorme, colorido, exótico, estranho... não havia uma palavra que podia descrever isso. Vendiam-se todo o tipo de produtos, desde alimentos frescos e legumes até animais vivos para atividades domesticas, bem como animais raros para serem animais de estimação. Naquele mercado ela viu mais coisas que em toda a sua vida numa cidade inteira, a contar com Tokyo. A boa disposição era o fator predominante naquele lugar estranho. As pessoas compravam e vendiam coisas, discutindo entre elas de vez em quando, mas todos se davam bem e conheciam-se uns aos outros. "Mas que sorte.." ela pensou, relembrando que na sua cidade, ela só conhecia um décimo da população. Um pouco intrigada com o mercado, Saya ficou a observar umas maças. Estava com bastante fome, o que significava que já a muito tempo passou das 5 horas. Mas ela não tinha nenhum dinheiro. O vendedor olhou para ela com suspeita.
- Queres a maça, não é? - interrogou - Mas não tens dinheiro. - conluio sem sequer deixar-lhe responder. Yuki olhou para ele e anuiu. - Que honesta. - espantou-se - Toma. Dou-te uma desta vez mas nunca mais venhas sem dinheiro. - adveritui-a, enquanto ela sorria-lhe feliz.
- Obrigada. - agradeceu, pegando ma maça e afastando-se, para dar espaço para os outros clientes.
A maça era incrível. Não tinha nenhuns aditivos, sendo cem por cento natural. Até parecia uma pena come-la mas o estômago dela protestou, obrigando a come-la. "Bem... agora estou melhor.." Saya pensou, ainda com fome.
Andando pelas ruas, ela reparou que havia umas partes com prédios, mas estes pareciam abandonados. Parando a frente de uma rua com edifícios, ela ficou a olhar para eles, com o olhar perdido.
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