domingo, 6 de novembro de 2011

Sakura no Chi Chapter 3 part1

Um novo lugar

A cair. Era o que estava a acontecer a Saya. O vento passava rapidamente por ela, obrigando o seu cabelo a seguir o movimento, de baixo para cima, mas ela não se importava com isso. Saya não conseguia ve nada nem sentir a sua volta. Era um vazio enorme. Estava a entrar em panico enquanto pequenas gotas de lagrimas sorgiam ao lado das pestanas, arrancadas logo pelo vento. A voz não saia, ela não conseguia gritar nem lamentar-se. A escoridão engolia-a cada vez mais e mais, enquanto memorrias estranhas apareiam e desapareciam, sem que ela consguisse entende-las. O panico estava quaze a tomar controlo quando Saya emabeteu contra algo solido e muito concreto. O impacto fez sair o ar dos seus pulmoes, deixando-a sem folego, encolhida com a dor que isso provocou. "Calma..." pensou "Isto não é nada.. isto não é nada". Ficou assim varios minutos, repetindo sempre a mesma coisa, na tentativa de se acalmar. A quando a dor passou para suportavel, os seus pensamentos desviaram-se para outro problema. Ela não fazia a minima ideia onde estava. Isso era constatação da pura verdade. Com os olhos ainda fechados, a única coisa que ela era capaz de sentir era a superfície na qual estava deitada. Esta era suave e, ao mesmo tempo, dura. Parecia erva, mas Saya não se sentia confiante o suficiente para abrir os olhos e verificar se assim era na realidade.
 Os minutos passavam. Não se ouvia nenhum som alem do chiar constante to vento e do movimento suave da erva. Este era relaxante. Em poucos minutos, uma sonolência estranha assombrou a Saya, fazendo-a adormecer em meros segudos.
 " A manha daquele dia estava muito nublada. Era quase impossível ver o que estava a sua frente, mas ninguém se importava com isso, realizando as actividades que necessitavam sem problemas aparentes. Apesar disso, havia uma estranha tensão no ar. As casas, que pareciam mais uns templos, estavam silenciosas. Não se ouvia nem o mais leve dos passos, enquanto uma figura encapuchada percorria os corredores da maior e mais rica casa da zona. Os guardas, que eram suposto estarem a guarda-la jaziam inconscientes nos seus postos, uns só sem sentidos, enquanto outros mortos. A figura não para para verificar os estragos que estava a causar, encaminhando-se para o seu destino silenciosamente e sem esforço desnecessário. Apesar disso, não conseguia encontrar a sua razão da lá estar. Até que ouviu uma voz de criança do jardim da casa. Era mesmo isso que procurava, a criança. Sem perder tempo, a figura correu, à procura da dela. Esta estava a brincar sozinha no jardim, cantarolando para si mesma. Era só uma menina, vestida com um quimono vermelho claro e cabelos escuros que lhe chagavam até aos joelhos. Parecia tão inocente, enquanto os seus olhos verdes olhavam para o estranho. É tão inocente... pensou ele, observando-a. Mas ele tinha as suas ordens. Aproximando-se da menina, ele sacou a espada, apontando-a para ela. Esta nem sequer tentou fugir, sorrindo, como se já estivesse a espera durante muito tempo. Bem vindo... ela disse"

 O vento estava a intensificar-se, especialmente a volta do lugar onde Saya dormia profundamente. Na verdade, já nem parecia um leve chiar, nem sequer um murmurar. O vento estava a gritar aos seus ouvidos, obrigando-a a tomar atenção à aquilo que a rodeava. Umas vozes masculinas estavam a aproximar se dela, falando urgentemente.
 - Olha, já reparaste naquela miúda ali a dormir? - interrogou um, irritando-a um pouco por chamar-lhe miúda.
 - Acho que está mesmo a dormir... deve ser uma novata, que ainda não aprendeu as regras. Devíamos ensinar-lhe, não acahas?
Rapidamente, Saya levantou-se, olhando alarmada a sua volta. A sua frente estavam dois homens adultos, de quimonos pretos e espadas nas mãos, que a observavam com um olhar critico e, o segundo, interessado. Era óbvio o que ele queria dizer com 'ensinar-lhe' mas Saya não tinha paciência para brincar com dois homens adultos.
 - Então menina, o que está aqui a fazer? - perguntou-lhe o segundo, com um olhar avido a percorrer a sua cintura. - Não devia estar aqui. Este lugar é muito perigoso...
Ignorando-o, Saya olhou para o primeiro, que fitava o seu companheiro com um olhar reprovador Uma coisa ela tinha a certeza, esse nunca iria permitir que o segundo a tocasse. Mas para ela, aquilo não era suficiente  Ganhando coragem, Saya olhos para lado e fez uma cara de horror, gritando assustada.
  - Ahhh... Ajudem.
Os dois homens sacaram as suas espadas ao mesmo tempo, virando-se para lado e preparando-se para uma luta, enquanto Saya aproveitou a situação, desatando a correr para  lado do qual estes vieram, sem se importar com mais nada.

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