quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sakura No Chi chapter 3 parte 2

  Saya estava a descer uma colina. Não conseguia ouvir os passos dos homens mas também não tinha tempo para se preocupar se eles a estavam a seguir. No momento em que começou a correr, quase não estacou, surpreendida com a beleza daquela terra. Tudo a sua volta era verde, com grandes colinas e montanhas a volta, tal como florestas e campos. Era belo. As cores predominantes eram o verde e o castanho mas havia lugares com flores de todas as cores. Conseguiam-se ver e ouvir pássaros e borboletas a voarem de um lado para outro, em harmonia. Ao longe, estava uma pequena cidade a rodear um murro branco estranho. Era muito alto, até visto de longe. As casas da cidade pareciam muito, muito pequenas comparadas com ele.
   Ganhado coragem, Saya correu para a cidade, na tentativa de entender onde se encontrava, descalça, sentindo assim a erva macia como penas. “Como será que ela cresce cá? Tem uma textura diferente daquela a qual estou habituada…” pensou, agora mais calma. Era obvio que os homens não a tinham seguido e, apresar dela querer saber porque, por isso, parando por alguns instantes, assim recuperando o fôlego, ela observou o que estava a sua volta mais uma vez. Podia-se ouvir um rio a correr perto do lugar onde se encontrava, que era relaxante, mas o que a preocupava era o facto de esse lugar parecer-lhe familiar. Tentou várias vezes lembrar-se, mas nada vinha a cabeça. Apetecia deitar-se e adormecer outra vez, a espera de ser acordada pelo Dark ou a Rose. Na verdade, não se importava de estar naquele lugar estranho. Saya estava mais preocupada por estar ali sozinha, sem o Dark, Rose, Natsu, Yuki e Kaila. Isso preocupava-a mesmo. Eles sempre estavam com ela, não importa onde ou quando.
   Suspirando, Saya iniciou outra vez o seu caminho até a cidade, cantarolando para si. Assim era mais fácil esquecer os problemas e pensar em coisas mais alegres Tinha certeza que Dark e os outros iriam acabar por aparecer para ajuda-la, apesar de não ter a certeza como iriam faze-lo.
   A cidade estava cada vez mais perto, pelo menos o suficiente para ela reparar que era formado principalmente por pequenas vivendas que pareciam muito velhas. Para dizer a verdade, Saya já quase não via casas dessas, sendo que agora, quando construíam-se vivendas, utilizavam-se os mesmos métodos que na construção de apartamentos. Até mesmo as “shrine” já utilizavam novos métodos para fortalecerem e não deixarem que estas se destruam.
   Dando um grande suspiro, Saya vestiu os sapatos, olhando para a cidade, e, sem pensa duas vezes, entrou por uma das ruas.

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