terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sakura no Chi chapter 7 part 3

 Mike ainda olhava sobressaltado para o sangue que lhe escoria lentamente pelo dedo. Não que fosse a sua primeira vez ver sangue. Ele estava habituado a morte e não tinha problemas com isso. O que o espantou e assustou um pouco foi o modo como o corte apareceu e a reação da Saya perante isso. Abanando levemente a cabeça, ele e os gémeos levantaram-se.
 - Pedimos desculpa. Vamos busca-la. – declarou Mike, saído, escapando ao olhar interrogador de todos.
 Eric, Alex e Mike separaram-se, indo a procura da< rapariga. Era uma falta de respeito sair a correr no meio de uma reunião, ainda por cima sem se explicar. Mike não conseguia entender como ela se cortou mas entendeu, pela sua reação, que ela sabia a razão para tal. Correndo rapidamente, ele parou quando viu as sandálias usadas por ela no chão. “Ela passou por aqui… com pressa.” Conclui, pegando neles e recomeçando a sua corrida, duas vezes mais rapidamente.




 Eric e Alex moviam-se silenciosamente, observando o jardim e os quartos exteriores. Tinham a certeza que a rapariga não se ia aventurar pelos quartos interiores. Parecia inteligente, não só pelo modo como consegui não meter-se em problemas durante o jantar mas também pelo modo como ela conseguiu lidar com o Mike, Era raro ele mudar de opinião assim tão facilmente especialmente depois de decidir que ia matar alguém. Mas ela não só o fez mudar de ideia como também fez com que ele fique interessado por ela, ajudando-lhe. Foi tão estranho vê-lo pegar nela e leva-la apara casa, dizendo que ela era sua convidada. Os dois gémeos tinham que admitir que algo nela atraía as pessoas. Ao contrário do habitual, eles sentiam-se relaxados ao pé dela, apesar de ela ser uma estranha. Aos seus olhos, ela tinha uma aparência um pouco frágil. Não era só a sua aparência física que os espantava. O seu modo de falar, de se comportar… era tão estranho. Ela parecia uma caixinha de surpresas, No início, eles pensavam que ela ia fugir do Mike quando este ameaçou mata-la. Não estavam nada a espera que ela começasse a discutir logicamente com ele Depois, em vez de gritar e tentar escapar, ela segui-os normalmente, acreditando que eles não lhe iriam fazer ma nenhum. “Ela é demasiado ingénua.” pensou Eric, segundo o seu irmão de perto, No final, ela acabou por fugir mas não a maneira como ele esperava. “Como será que se cortou?” penso, analisando a situação. Não via um meio como tal podia ter acontecido, visto que ela estava tão espantada como eles quando viu o sangue, mas, ao contrário de todos os outros, ela sabia o seu significado. “Isto é mau…” pensou mais uma vez, fazendo sinal ao irmão para acelerar. Toda aquela situação não batia certo. Mal ele sabia como próximo da verdade estava.



 A entrada estava silenciosa, mas os guardas mantinham-se em alerta. Naquele dia, dos que guardavam, três eram os mesmos que a quase 16 anos atrás. Ainda não conseguiam desculpar-se por ter deixado o assassino entrar na casa. “Não vamos falhar.” Pensaram os três, mais alerta do que nunca. Mas, mais uma vez, o ataque veio do nada, cinco vezes mais forte. O silêncio da noite foi interrompido pelo som das espadas a colidir umas com outras. Os guardas saltaram para o meio, onde havia mais luz, esperando pelo próximo ataque. Um deles tinha a espada tingida de vermelho, mas apenas na ponta, pelo que o inimigo só foi ferido superficialmente. Os inimigos atacaram rapidamente, desferindo golpes precisos, sem dar tempo aos outros para atacarem. Então, um dos três agarrou no braço do homem que estava a ataca-lo. Tinha esperanças que isso desse tempo aos outros de o cercarem. Mas o que viu chocou-o tanto que deixou cair a mão.
 - És tu! – exclamou.
 Foi ele que destruiu tudo. Os seus sonhos, os sonhos da pessoa que tinha que proteger. Foi ele que roubou a princesa que os três guardas tinham que proteger. O demónio de olhos escuros sorriu em sinal de reconhecimento e levantou a espada. “Mais uma vez, não consegui proteger ninguém..” Pensou o homem, fechando os olhos.
 - Dark, não! - gritou alguém.
 A espada parou mesmo ao lado da garganta do homem. Este ainda conseguia sentir seu toque gelado, mesmo depois do Dark retirar a espada. Caído para o chão, o homem olhou a sua volta. Todos os outros guardas estavam no chão, sem sentidos.
 - O que é isto? -interrogou a mesmo voz feminina que fez com que o Dark parasse. – Eu pensava que não vos tinha autorizado a matar ninguém!
 - Eu não ia mata-lo. – mentiu Dark sem qualquer problema, afastando-se cada vez mas, com um sorriso maroto.
 O homem não sabia o que pensar. Uma rapariga conseguia controlar o assassino procurado durante anos. Já sem forças, ele olhou mais uma vez para cima, na esperança de ver que era essa rapariga, mas não estava nada a espera de ver o que viu. “Princesa.” Pensou, antes de desmaiar.

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